21 de maio de 2026
Ultrassom pélvico e transvaginal em Maracanaú: diagnóstico de miomas, cistos e endometriose
Dor pélvica, menstruação irregular ou difícil para engravidar? O ultrassom pélvico e transvaginal é o principal exame para investigar miomas, cistos ovarianos, endometriose e outras condições ginecológicas. Entenda quando fazer, como se preparar e o que o exame pode revelar.
Ler mais →Dor pélvica que piora na menstruação. Ciclos irregulares ou sangramento fora de hora. Dificuldade para engravidar sem causa aparente. Sensação de peso na barriga baixa. Cada um desses sinais pode ter uma causa completamente diferente — e o ultrassom pélvico ou transvaginal é o ponto de partida para o diagnóstico da maioria delas. Seguro, sem radiação e com excelente capacidade de mostrar o útero e os ovários em detalhes, esse exame é uma das ferramentas mais solicitadas na ginecologia e na obstetrícia.
O que é o ultrassom pélvico?
O ultrassom pélvico é um exame que usa ondas sonoras de alta frequência para gerar imagens das estruturas da pelve feminina: útero, ovários, trompas e bexiga. Existem duas formas principais de realizá-lo:
Ultrassom pélvico transabdominal: o transdutor é deslizado sobre a parte inferior da barriga, por cima da pele. Exige bexiga cheia para que a urina sirva de "janela acústica" e melhore a visualização das estruturas pélvicas. É a modalidade usada em gestantes e em situações em que a via transvaginal não é indicada.
Ultrassom transvaginal (endovaginal): uma sonda de pequeno calibre é introduzida delicadamente dentro da vagina, aproximando-se muito mais do útero e dos ovários do que seria possível pela parede abdominal. Por isso, oferece imagens com muito mais detalhes — especialmente de nódulos pequenos, espessura do endométrio, ovários e ovários policísticos. Não exige bexiga cheia e é o método preferido na maioria das investigações ginecológicas em mulheres sexualmente ativas.
Nas duas modalidades, o exame é indolor (ou levemente desconfortável na versão transvaginal), sem radiação e realizado em tempo real.
O que o exame pode detectar?
O ultrassom pélvico/transvaginal é indicado para investigar e acompanhar diversas condições:
Miomas uterinos (leiomiomas)
Os miomas são tumores benignos que crescem dentro ou ao redor do útero. São muito comuns: estima-se que até 70% das mulheres terão algum mioma ao longo da vida. A maioria não causa sintomas, mas alguns podem provocar sangramento intenso, dor pélvica, pressão na bexiga ou intestino e dificuldade para engravidar — dependendo do tamanho e da localização. O ultrassom identifica com precisão quantos miomas existem, onde estão (submucosos, intramurais ou subserosos) e o tamanho de cada um, informações fundamentais para decidir se há necessidade de tratamento e qual o mais adequado.
Cistos ovarianos
Os cistos nos ovários são extremamente frequentes e, na maioria das vezes, fisiológicos — ou seja, surgem como parte do próprio ciclo menstrual e desaparecem sozinhos em alguns meses. O ultrassom ajuda a diferenciar cistos simples e benignos daqueles com características que merecem investigação mais cuidadosa: paredes espessas, septos internos, componentes sólidos. Essa distinção orienta o ginecologista sobre o acompanhamento adequado, evitando cirurgias desnecessárias e, ao mesmo tempo, não deixando escapar lesões que precisam de atenção.
Endometriose
A endometriose é uma doença inflamatória em que tecido semelhante ao endométrio (revestimento interno do útero) cresce fora do útero, causando dor intensa, especialmente na menstruação, relações sexuais dolorosas e infertilidade. O diagnóstico definitivo é cirúrgico, mas o ultrassom — especialmente o transvaginal com preparo intestinal — consegue identificar nódulos de endometriose profunda, endometriomas ovarianos (cistos de "chocolate") e aderências, auxiliando no planejamento do tratamento.
Síndrome dos ovários policísticos (SOP)
A SOP é um dos distúrbios hormonais mais comuns em mulheres em idade reprodutiva. O ultrassom transvaginal mostra ovários aumentados com múltiplos pequenos folículos distribuídos na periferia — o chamado aspecto "em colar de pérolas" ou "aspecto policístico". Esse achado, associado aos critérios clínicos e laboratoriais, auxilia no diagnóstico da síndrome, que pode causar irregularidade menstrual, excesso de pelos, acne e dificuldade para engravidar.
Avaliação do endométrio
O endométrio é o revestimento interno do útero, que se modifica ao longo do ciclo menstrual. O ultrassom mede com precisão a espessura endometrial — informação importante para investigar sangramento uterino anormal, especialmente em mulheres na pós-menopausa, onde um endométrio espessado pode indicar a necessidade de biópsia para descartar lesões. Também avalia a presença de pólipos endometriais, que muitas vezes causam sangramento intermenstrual ou dificultam a implantação do embrião na fertilização assistida.
Investigação de infertilidade
O ultrassom faz parte da investigação básica do casal infértil. Na mulher, avalia a morfologia do útero (anomalias congênitas, miomas, pólipos, aderências), a reserva ovariana (contagem de folículos antrais) e a permeabilidade das trompas em algumas situações específicas. É também fundamental no acompanhamento de ciclos de indução de ovulação e de fertilização in vitro.
Acompanhamento de DIU e implantes
O ultrassom confirma se o dispositivo intrauterino (DIU) está bem posicionado dentro da cavidade uterina após a inserção e ajuda a identificar deslocamentos que possam comprometer sua eficácia contraceptiva.
Quando o exame é indicado?
O ginecologista pode solicitar o ultrassom pélvico ou transvaginal em diversas situações:
• Dor pélvica crônica ou aguda
• Sangramento uterino anormal (intenso, prolongado, irregular ou na pós-menopausa)
• Menstruação irregular ou ausência de menstruação
• Dificuldade para engravidar
• Suspeita de mioma, cisto, pólipo ou endometriose
• Acompanhamento de lesões já diagnosticadas
• Avaliação pré-operatória ginecológica
• Acompanhamento de ciclos de fertilização
• Verificação do posicionamento do DIU
• Check-up ginecológico anual em algumas situações clínicas
Como se preparar?
O preparo varia conforme a modalidade:
Para o ultrassom transabdominal:
• Bexiga cheia: beba de 4 a 6 copos de água (800 ml a 1 litro) cerca de 1 hora antes do exame e não urine até a realização
• Não é necessário jejum
• Use roupas confortáveis que permitam expor a parte inferior do abdome
Para o ultrassom transvaginal:
• Bexiga vazia ou levemente preenchida (urine antes de chegar à clínica)
• Não é necessário jejum
• Idealmente, o exame é feito entre o 5° e o 10° dia do ciclo menstrual para avaliação do endométrio em sua fase mais fina — mas pode ser feito em qualquer fase, dependendo da indicação
• Informe se está menstruando e se há alguma contraindicação à via transvaginal
Em ambos os casos, leve exames anteriores (ultrassons, laudos de cirurgia, laudos de biópsia) para comparação. Quanto mais informação o radiologista tiver, mais detalhado e útil será o laudo.
Como é feito?
O ultrassom transabdominal é realizado com você deitada de costas, expondo a barriga baixa. O médico aplica gel sobre a pele e desliza o transdutor pela região pélvica. O gel pode estar levemente frio. O exame dura em torno de 15 a 20 minutos.
O ultrassom transvaginal é feito com a paciente em posição ginecológica (deitada de costas com os joelhos dobrados). O médico utiliza uma sonda coberta por preservativo com gel lubrificante, que é introduzida delicadamente dentro da vagina. A profundidade de introdução é mínima e o exame é, em geral, bem tolerado. A maioria das mulheres relata apenas leve desconforto, sem dor. O exame dura cerca de 20 a 25 minutos.
O que acontece depois?
Com o laudo em mãos, o ginecologista interpreta os resultados dentro do seu contexto clínico e, se necessário, solicita exames complementares (como ressonância magnética para detalhamento de endometriose profunda, histeroscopia para investigação da cavidade uterina, ou dosagens hormonais). Muitas condições descobertas no ultrassom têm tratamento eficaz — e quanto antes o diagnóstico, mais opções terapêuticas estarão disponíveis, incluindo abordagens menos invasivas.
Na Uno Diagnóstico, em Maracanaú, realizamos ultrassonografia pélvica transabdominal e transvaginal com equipamento de alta resolução e laudos detalhados, assinados por radiologistas com título de especialista pelo Colégio Brasileiro de Radiologia. Atendemos diversos convênios e particular, com agendamento facilitado de segunda a domingo, das 7h às 22h.
Se você tem sintomas ginecológicos que merecem investigação ou se seu médico solicitou um ultrassom pélvico, não adie. Agende pelo WhatsApp e venha com a tranquilidade de um atendimento especializado — porque cuidar da sua saúde pélvica é cuidar de você como um todo.
20 de maio de 2026
Pedras nos rins em Maracanaú: como o ultrassom e a tomografia detectam cálculos renais
A cólica renal está entre as dores mais intensas que existem — e o diagnóstico correto exige o exame de imagem certo. Entenda quando fazer ultrassom, quando fazer tomografia e como o diagnóstico precoce facilita o tratamento.
Ler mais →Imagine sentir uma dor que começa nas costas, passa pelo flanco e vai até a virilha — uma dor que muitos descrevem como uma das piores que já sentiram na vida. A cólica renal, causada pela movimentação de um cálculo dentro do trato urinário, é exatamente isso. Se você ou alguém da sua família já passou por isso, sabe bem o que é. Se nunca passou, precisa saber que o Nordeste brasileiro, incluindo o Ceará, está entre as regiões do país com maior prevalência de cálculos renais — e que o exame de imagem certo, no momento certo, faz toda a diferença entre um tratamento simples e uma complicação séria.
O que são os cálculos renais?
Os cálculos renais (ou litíase renal) são depósitos sólidos que se formam dentro dos rins a partir de minerais e sais presentes na urina. O tipo mais comum é o cálculo de oxalato de cálcio, mas existem também cálculos de ácido úrico, fosfato e estruvita (associados a infecções). Eles variam de tamanho: alguns têm poucos milímetros, outros crescem até centímetros. Os menores têm grande chance de ser eliminados espontaneamente com hidratação e analgesia; os maiores geralmente precisam de tratamento urológico específico.
Por que o Nordeste tem tantos casos?
O clima quente acelera a perda de líquidos pelo suor, concentrando a urina e favorecendo a cristalização dos minerais. Somado a uma tendência de ingestão de água abaixo do ideal em boa parte da população nordestina, o resultado é uma incidência de litíase renal acima da média nacional. Estudos brasileiros colocam o Nordeste entre as regiões de maior prevalência da doença, e Fortaleza e Maracanaú seguem essa estatística. Nos períodos mais quentes do ano, os atendimentos por cólica renal aumentam em todas as unidades de pronto-atendimento da região.
Quais são os sintomas?
A pedra no rim pode se manifestar de formas diferentes:
• Dor intensa em cólica no flanco, que irradia para a virilha ou a região genital
• Dor que vai e vem, em ondas, sem posição que alivie de vez
• Náuseas e vômitos associados à dor
• Sangue na urina (hematúria), visível ou detectado em exame laboratorial
• Dificuldade ou ardência ao urinar
• Vontade frequente de urinar em pequenas quantidades
• Febre e calafrios — sinal de alerta que indica possível infecção e exige avaliação urgente
Muita gente, porém, descobre a pedra por acaso, em um ultrassom de rotina, sem ter sentido sintoma algum. Por isso, o diagnóstico por imagem é tão importante: ele revela o que você não sente.
Ultrassom ou tomografia: qual exame fazer?
Essa é a dúvida mais comum. A resposta depende do contexto clínico, e o médico é quem deve indicar o exame adequado. Mas vale entender as características de cada um.
Ultrassonografia de vias urinárias
É o exame de primeira escolha na investigação inicial e no acompanhamento de cálculos já conhecidos. Seguro (sem radiação), amplamente disponível e de baixo custo, identifica cálculos nos rins, detecta hidronefrose (dilatação renal causada pela obstrução) e avalia o tamanho e a estrutura dos rins. A limitação é que cálculos pequenos localizados nos ureteres (os tubos que conectam rim e bexiga) nem sempre são visíveis com nitidez. Mesmo assim, quando associado a uma radiografia simples de abdome, o conjunto consegue diagnosticar corretamente a grande maioria dos casos.
Tomografia computadorizada de abdome e pelve sem contraste
É o padrão-ouro no diagnóstico da litíase urinária. Com sensibilidade de até 96% e especificidade próxima de 100%, detecta cálculos em qualquer parte do trato urinário — inclusive os menores e os que estão nos ureteres. É o exame preferido na crise de cólica renal, especialmente quando há dúvida diagnóstica, falha no controle da dor ou suspeita de complicações. A dose de radiação é controlada, e na crise aguda o benefício diagnóstico supera amplamente esse aspecto. O protocolo sem contraste endovenoso para cálculos torna o exame ainda mais simples e rápido.
Como se preparar?
Para o ultrassom de vias urinárias:
• Jejum de 4 a 6 horas para melhor visualização dos rins
• Bexiga moderadamente cheia: beba 2 copos de água 30 a 40 minutos antes do exame
• Leve exames anteriores e o pedido médico
• Informe ao médico sobre cirurgias anteriores nos rins ou na bexiga
Para a tomografia de abdome e pelve:
• Jejum de 4 horas se houver possibilidade de uso de contraste
• Para o protocolo sem contraste específico para cálculos, geralmente não há jejum obrigatório — confirme no agendamento
• Traga exames anteriores e informe alergias e medicamentos em uso
• Informe se há suspeita de gravidez ou uso de metformina
Como é feito?
O ultrassom é realizado com o paciente deitado. O médico desliza o transdutor com gel sobre o abdome e os flancos, avaliando cada rim, os ureteres (na medida do possível) e a bexiga. O exame dura cerca de 20 a 25 minutos e não causa nenhum desconforto.
A tomografia leva poucos segundos de aquisição efetiva. O paciente deita na maca e passa pelo anel do tomógrafo; em alguns momentos é pedido para prender a respiração por alguns segundos. O resultado é uma série de imagens em cortes finos que mostram qualquer cálculo, com seu tamanho exato, localização precisa e grau de obstrução.
O que fazer depois do diagnóstico?
Com o laudo em mão, o urologista decide o tratamento adequado. Cálculos menores (geralmente abaixo de 5 a 6 mm) têm grande chance de saída espontânea com hidratação intensa, analgépicos e acompanhamento clínico. Cálculos maiores ou que causam obstrução persistente podem precisar de litotripsia extracorpórea (ondas de choque que fragmentam a pedra sem cirurgia), ureteroscopia ou cirurgia percutânea. A maioria dos pacientes se trata sem procedimento invasivo, especialmente quando o diagnóstico é feito cedo.
Após o tratamento, o acompanhamento periódico com ultrassom é importante para verificar a eliminação do cálculo, detectarnovos cálculos em formação e confirmar que os rins permanecem sem sinais de dano.
Na Uno Diagnóstico, em Maracanaú, realizamos ultrassonografia de vias urinárias e tomografia computadorizada de abdome e pelve com laudos assinados por radiologistas com título de especialista pelo Colégio Brasileiro de Radiologia. Atendemos diversos convênios e particular, com agendamento facilitado de segunda a domingo, das 7h às 22h.
Se você está com cólica, sangue na urina ou já sabe que tem pedra no rim e precisa de acompanhamento, não adie. Agende seu exame pelo WhatsApp e chegue à consulta com o diagnóstico em mão — porque quanto antes você souber o tamanho e a localização do cálculo, mais rápido e simples será o seu tratamento.
18 de maio de 2026
Esteatose hepática (fígado gorduroso) em Maracanaú: como o ultrassom abdominal ajuda no diagnóstico
A esteatose hepática, popularmente conhecida como fígado gorduroso, afeta cerca de 1 em cada 3 brasileiros adultos — e na maioria das vezes não dá nenhum sintoma. Entenda como o ultrassom abdominal identifica a doença, quem deve fazer o exame e por que descobrir cedo faz toda a diferença.
Ler mais →Você fez exames de rotina e o seu médico comentou de passagem: "o seu fígado está um pouco gorduroso"? Ou está acima do peso, tem diabetes ou colesterol alto e nunca investigou como anda o seu fígado? Se essas perguntas fazem sentido para você, vale a pena entender melhor o que é a esteatose hepática — também chamada de fígado gorduroso — e por que o ultrassom abdominal é o primeiro exame indicado para investigar essa condição tão comum quanto silenciosa.
O que é a esteatose hepática?
A esteatose hepática é o acúmulo de gordura dentro das células do fígado. Quando a quantidade de gordura ultrapassa cerca de 5% do peso do órgão, o quadro recebe esse nome. Existem duas formas principais: a esteatose hepática associada a disfunção metabólica (a chamada MASLD, antiga DHGNA), ligada a obesidade, diabetes tipo 2, hipertensão e colesterol alterado; e a esteatose alcoólica, relacionada ao consumo excessivo de bebida alcoólica. As duas podem coexistir, e ambas podem evoluir, ao longo dos anos, para inflamação (esteato-hepatite), fibrose, cirrose e até carcinoma hepatocelular.
A esteatose é, hoje, a doença hepática crônica mais comum do mundo. Estudos brasileiros apontam que cerca de 30% da população adulta tem algum grau de gordura no fígado, e esse número sobe para mais de 70% entre pessoas com obesidade ou diabetes. O mais preocupante: a maior parte das pessoas não tem qualquer sintoma e descobre por acaso, em um exame solicitado por outro motivo.
Por que o ultrassom é o primeiro exame indicado?
O ultrassom abdominal é um exame seguro, sem radiação, indolor, amplamente disponível e de baixo custo. Ele tem boa sensibilidade para detectar esteatose moderada a grave e, por isso, é considerado a primeira escolha para investigação inicial. No laudo, o radiologista costuma descrever a textura do fígado como "hiperecogênica", ou seja, mais brilhante que o normal, com atenuação do feixe sonoro nas porções mais profundas e perda de definição dos vasos intra-hepáticos. Esses são os sinais clássicos do fígado gorduroso na ultrassonografia.
Nos casos em que é necessário avaliar com mais precisão a quantidade de gordura ou a presença de fibrose, o médico pode solicitar exames complementares como a elastografia hepática, a ressonância magnética com técnicas específicas ou, em situações selecionadas, a biópsia.
Quem deve fazer ultrassom para investigar o fígado?
A ultrassonografia abdominal pode ser indicada em diversas situações:
• Excesso de peso, obesidade ou ganho de peso recente
• Diabetes tipo 2 ou pré-diabetes
• Colesterol e triglicerídeos elevados
• Hipertensão arterial associada a outros fatores de risco
• Alterações em exames de sangue do fígado (TGO, TGP, gama-GT)
• Consumo regular de bebidas alcoólicas
• Histórico familiar de doença hepática
• Dor ou desconforto no abdome superior direito
• Acompanhamento de esteatose já diagnosticada
• Avaliação pré-operatória em algumas cirurgias
E o que mais o ultrassom abdominal mostra?
Uma das grandes vantagens do exame é que ele avalia o abdome como um todo. Além do fígado, o radiologista observa:
• Vesícula biliar (em busca de cálculos, pólipos e espessamento da parede)
• Vias biliares (dilatações, obstruções)
• Pâncreas (alterações de tamanho ou textura, lesões)
• Baço (tamanho e textura)
• Rins (cálculos, cistos, alterações de tamanho)
• Aorta abdominal (rastreamento de aneurismas)
• Bexiga (em algumas situações)
Por isso, mesmo quando a indicação principal é avaliar o fígado, é comum que o exame revele outras informações importantes para o cuidado da sua saúde.
Como se preparar para o ultrassom abdominal?
O preparo é simples, mas faz diferença na qualidade das imagens:
• Jejum de 6 a 8 horas (água pode ser ingerida em pequenas quantidades)
• Evite alimentos gordurosos, refrigerantes e leite na véspera, pois aumentam a produção de gases que atrapalham a visualização do pâncreas e da aorta
• Tome suas medicações de uso contínuo normalmente, com um gole de água
• Use roupas confortáveis, que permitam expor o abdome com facilidade
• Leve exames anteriores para comparação
• Informe sobre cirurgias prévias na região e doenças em acompanhamento
Como é feito o exame?
Você deita confortavelmente em uma maca. O médico aplica um gel à base de água sobre a pele do abdome — pode estar levemente frio — e desliza um transdutor sobre a região por aproximadamente 20 a 30 minutos. Em alguns momentos será pedido para prender a respiração ou mudar de posição, manobras que ajudam a visualizar melhor cada órgão. Não há dor, não há radiação e você retoma suas atividades imediatamente após o exame.
O que fazer se o exame confirmar esteatose hepática?
A boa notícia é que a esteatose, especialmente nas fases iniciais, é reversível com mudanças de estilo de vida. A perda de cerca de 7% a 10% do peso corporal já reduz significativamente a gordura no fígado e pode até reverter a inflamação. Atividade física regular (mesmo caminhadas de 30 a 40 minutos por dia, cinco vezes por semana), alimentação equilibrada com redução de açúcares e ultraprocessados, controle rigoroso de diabetes, hipertensão e colesterol, e moderação ou abstinência alcoólica são as bases do tratamento. Em alguns casos, o médico pode considerar medicações específicas, sempre individualizando a conduta.
O acompanhamento é importante mesmo em quadros considerados leves, porque a esteatose pode evoluir silenciosamente ao longo de anos. Um novo ultrassom periódico, em geral uma vez por ano, é uma forma simples e segura de monitorar.
Na Uno Diagnóstico, em Maracanaú, realizamos ultrassonografia abdominal total e superior com equipamento de alta resolução e laudos detalhados, assinados por radiologistas com título de especialista pelo Colégio Brasileiro de Radiologia. Atendemos diversos convênios e particular, com agendamento facilitado de segunda a domingo, das 7h às 22h.
Se seu médico pediu um ultrassom abdominal ou se você tem fatores de risco para fígado gorduroso, não adie. Agende seu exame pelo WhatsApp e descubra como o diagnóstico precoce pode trabalhar a favor do seu fígado — antes que a esteatose silenciosa cobre o seu preço.