Setembro Verde em Maracanaú: sinais do câncer de intestino e o papel dos exames de imagem

Sangramento, mudança no hábito intestinal ou anemia sem causa não são detalhes. Entenda quando investigar o câncer de intestino e como o ultrassom e a tomografia participam do diagnóstico e do estadiamento.

Setembro Verde em Maracanaú: sinais do câncer de intestino e o papel dos exames de imagem

Sangue no papel higiênico que alguém atribuiu a hemorroida. Um intestino que mudou de ritmo há uns três meses e ninguém achou importante. Um cansaço que não passa, uma anemia que aparece no exame de sangue e que o médico não consegue explicar. Cada um desses sinais, isolado, parece pequeno. Juntos, são a forma mais comum de o câncer de intestino avisar que está ali — e a razão pela qual mais da metade dos casos no Brasil ainda é descoberta em fase avançada.

Setembro é o mês do Setembro Verde, campanha dedicada à conscientização sobre o câncer de intestino, também chamado de câncer colorretal, com o Dia Nacional de Combate ao Câncer de Intestino em 27 de setembro. O Instituto Nacional de Câncer estima dezenas de milhares de novos casos por ano no país, o que coloca a doença entre os tumores mais frequentes em homens e mulheres. E é, ao mesmo tempo, um dos cânceres com maior potencial de cura quando encontrado cedo.

O que é o câncer de intestino?

O câncer colorretal se desenvolve no intestino grosso (cólon) ou no reto, a porção final do tubo digestivo. Na grande maioria dos casos, ele não surge do nada: começa como um pólipo, uma pequena lesão benigna que cresce na parede interna do intestino e que pode levar anos para se transformar em tumor maligno.

Essa lentidão é a melhor notícia da doença. Ela cria uma janela longa em que é possível encontrar e remover o pólipo antes que ele vire câncer, ou identificar o tumor ainda em estágio inicial, quando o tratamento é muito mais simples e as chances de cura passam de 90%.

Quem deve se preocupar e quando começar a investigar?

As sociedades brasileiras de coloproctologia e de cirurgia oncológica recomendam iniciar o rastreamento aos 45 anos para pessoas sem sintomas e sem fatores de risco — idade que foi antecipada nos últimos anos justamente pelo aumento de casos em adultos mais jovens. Deve começar antes quem tem:

  • Histórico familiar de câncer de intestino ou de pólipos, especialmente em parentes de primeiro grau
  • Doença inflamatória intestinal, como retocolite ulcerativa ou doença de Crohn
  • Síndromes genéticas hereditárias, como a polipose adenomatosa familiar ou a síndrome de Lynch
  • Antecedente pessoal de pólipos ou de câncer colorretal já tratado

Independentemente da idade, procure um médico se apresentar:

  • Sangue nas fezes, vivo ou escurecido, ou muco
  • Mudança persistente do hábito intestinal: diarreia, prisão de ventre ou alternância entre as duas por mais de três a quatro semanas
  • Fezes que ficaram finas, em fita, ou sensação de evacuação incompleta
  • Dor ou cólica abdominal frequente, distensão e gases que fogem do seu padrão habitual
  • Perda de peso sem explicação e cansaço desproporcional
  • Anemia por deficiência de ferro sem causa aparente, sobretudo em homens e em mulheres após a menopausa

Vale um alerta importante: sangramento nem sempre é hemorroida. A hemorroida é comum e pode até coexistir com o tumor. Atribuir todo sangramento a ela, sem investigar, é um dos motivos mais frequentes de diagnóstico tardio.

Qual o papel dos exames de imagem?

Aqui é preciso ser direto e honesto. O exame que enxerga o interior do intestino, retira pólipos e coleta material para biópsia é a colonoscopia — ela é o padrão de referência para o diagnóstico e não é substituída por nenhum exame de imagem. O rastreamento inicial também pode ser feito pelo teste de sangue oculto nas fezes (FIT); quando positivo, o paciente segue obrigatoriamente para a colonoscopia.

Os exames de imagem entram em outros momentos, e são decisivos em todos eles:

  • Ultrassonografia de abdome total: costuma ser o primeiro exame pedido diante de dor abdominal, alteração intestinal ou emagrecimento. Não é um exame para rastrear o tumor do intestino, mas avalia o fígado, principal sítio de metástase do câncer colorretal, e ajuda a excluir outras causas dos sintomas
  • Tomografia computadorizada de abdome e pelve: é o exame de escolha para o estadiamento, ou seja, para determinar a extensão da doença. Mostra o tumor, avalia linfonodos, procura metástases no fígado e em outros órgãos e identifica complicações como obstrução ou perfuração intestinal
  • Tomografia de tórax: completa o estadiamento na busca por metástases pulmonares
  • Colonografia por tomografia, a chamada colonoscopia virtual: reconstrói o intestino em três dimensões e é uma alternativa em situações específicas, como colonoscopia incompleta ou contraindicada. Não permite biópsia nem remoção de pólipos, então achados suspeitos exigem a colonoscopia convencional
  • Ressonância magnética da pelve: fundamental no câncer de reto, para planejar a cirurgia e definir a necessidade de tratamento prévio
  • Seguimento: depois do tratamento, tomografias periódicas acompanham o paciente na vigilância de recidiva

Ou seja: a colonoscopia encontra e confirma; a imagem mede, estadia e acompanha. As duas frentes trabalham juntas, e o radiologista costuma ser quem levanta a primeira suspeita em um ultrassom ou em uma tomografia pedida por outro motivo.

Como se preparar?

  • Ultrassom de abdome total: jejum de 6 a 8 horas, evitando alimentos gordurosos na véspera. Bebidas gasosas devem ser evitadas para reduzir gases, que atrapalham a imagem
  • Tomografia de abdome e pelve: jejum de 4 a 6 horas. Quando o exame é com contraste venoso, é necessário levar exames recentes de função renal (ureia e creatinina) e informar alergias prévias a contraste iodado
  • Informe sempre medicamentos em uso, doenças renais, diabetes e a possibilidade de gravidez
  • Leve o pedido médico, relatórios de colonoscopia e exames de imagem anteriores. A comparação com exames antigos muda a interpretação e é uma das informações mais valiosas para o radiologista

Como é feito?

O ultrassom de abdome é indolor, dura cerca de 20 minutos e usa apenas um gel e o transdutor deslizando sobre a pele, sem radiação. A tomografia é ainda mais rápida: o paciente deita na mesa, o equipamento é aberto nas laterais e a aquisição das imagens leva poucos minutos. Quando há contraste venoso, ele é injetado por um acesso no braço e provoca uma sensação passageira de calor pelo corpo e um gosto metálico na boca — desconfortável, mas normal e breve.

Na Uno Diagnóstico, em Maracanaú, realizamos ultrassonografia de abdome total e tomografia computadorizada de abdome, pelve e tórax com equipamento multislice moderno, com laudos assinados por radiologistas com título de especialista pelo Colégio Brasileiro de Radiologia — além de ressonância magnética, já em operação na clínica. Atendemos diversos convênios e particular, com agendamento facilitado de segunda a domingo, das 7h às 22h.

Neste Setembro Verde, o pedido é um só: não normalize o sangramento, a mudança do intestino ou o cansaço sem explicação. Se você já tem o pedido médico em mãos, fale com a nossa equipe pelo WhatsApp e agende seu exame. Descobrir cedo, nesse caso, é literalmente a diferença entre um procedimento simples e um tratamento longo.

Conteúdo revisado pela equipe médica da Uno Diagnóstico. Direção Técnica: Dr. Leonardo Alcântara, CRM 10914/RQE 7848.

Este texto tem caráter informativo e não substitui a consulta médica. Somente o seu médico pode indicar o exame adequado ao seu caso.

Leia também

Agendar Exame pelo WhatsApp