Um formigamento que surge do nada em uma perna e não vai embora. A visão que embaça de um olho só, como se houvesse um véu na frente. Um cansaço fora do comum, episódios de tontura, falta de equilíbrio. Sintomas assim costumam ser atribuídos ao estresse ou à correria do dia a dia — mas, quando aparecem, somem e voltam semanas depois, merecem investigação. Agosto é o mês do Agosto Laranja, a campanha nacional de conscientização sobre a esclerose múltipla, uma doença neurológica que atinge sobretudo adultos jovens e cujo diagnóstico depende, em boa parte, de um exame de imagem: a ressonância magnética.
O que é a esclerose múltipla?
A esclerose múltipla (EM) é uma doença crônica e autoimune do sistema nervoso central, ou seja, do cérebro e da medula espinhal. Nela, o próprio sistema de defesa do organismo ataca a mielina, a capa que reveste os nervos e permite que os impulsos elétricos viajem com rapidez. Quando a mielina é danificada, formam-se pequenas áreas de inflamação e cicatriz — as chamadas placas ou lesões desmielinizantes —, e a comunicação entre o cérebro e o resto do corpo fica comprometida. Estima-se que a EM atinja cerca de 15 a cada 100 mil brasileiros, com predomínio em mulheres e início mais comum entre os 20 e os 40 anos. Não é uma doença contagiosa, não é causada por esforço mental e, apesar de ainda não ter cura, conta hoje com tratamentos que mudam completamente a evolução do quadro — desde que o diagnóstico seja feito cedo.
Quais são os sinais de alerta?
Os sintomas variam muito de pessoa para pessoa, porque dependem da região do sistema nervoso afetada. Uma característica típica é que costumam surgir em surtos, durar mais de 24 horas e depois melhorar, para retornar tempos depois. Vale procurar avaliação médica diante de:
- Formigamento, dormência ou perda de sensibilidade em partes do corpo
- Perda ou embaçamento da visão, geralmente em um olho só, às vezes com dor ao movê-lo (neurite óptica)
- Fraqueza muscular, sensação de peso nas pernas ou nos braços
- Desequilíbrio, tontura, falta de coordenação e alterações da marcha
- Fadiga intensa e desproporcional ao esforço
- Visão dupla e dificuldade para falar ou engolir
- Alterações urinárias e intestinais
Esses sintomas nem sempre significam esclerose múltipla — muitos têm outras causas. Mas, justamente por isso, precisam ser investigados com calma e com os exames certos.
Onde entra a ressonância magnética?
A ressonância magnética é o exame mais importante no diagnóstico e no acompanhamento da esclerose múltipla. Ela usa campos magnéticos e ondas de rádio — sem nenhuma radiação — para gerar imagens de altíssima definição do cérebro e da medula, permitindo enxergar as placas de desmielinização que caracterizam a doença, muitas vezes antes mesmo de elas causarem sintomas evidentes.
O diagnóstico da EM segue os critérios de McDonald, referência internacional, que exigem a comprovação de que as lesões estão disseminadas no espaço e no tempo: ou seja, que aparecem em locais diferentes do sistema nervoso e em momentos distintos. É exatamente isso que a ressonância demonstra com precisão. Na prática, o exame ajuda a:
- Identificar as placas de esclerose múltipla no cérebro e na medula espinhal
- Mostrar se as lesões estão em atividade, com o uso do contraste (gadolínio)
- Diferenciar a EM de outras doenças neurológicas com sintomas parecidos
- Acompanhar a evolução da doença e a resposta ao tratamento ao longo do tempo
Por isso, diante de uma suspeita de esclerose múltipla, o neurologista costuma solicitar a ressonância do crânio e, com frequência, também da coluna. O exame não fecha o diagnóstico sozinho: ele é interpretado pelo médico junto da história clínica, do exame neurológico e, em alguns casos, de exames complementares como a análise do líquor.
Como se preparar?
O preparo é simples:
- Em geral não é necessário jejum; quando o exame inclui contraste, pode-se pedir um jejum leve de algumas horas
- Retire objetos metálicos: relógio, brincos, colar, piercings, grampos de cabelo e próteses dentárias removíveis
- Informe a equipe sobre marca-passo, implantes metálicos, próteses, clipes cirúrgicos ou tatuagens extensas
- Avise se houver suspeita de gravidez
- Se o exame for com contraste, traga um exame de creatinina recente e informe alergias
- Leve o pedido médico e ressonâncias anteriores, fundamentais para comparar a evolução
Como é feito?
Você se deita em uma maca que desliza para dentro do aparelho, que emite ruídos durante o funcionamento — por isso oferecemos protetores auriculares. É preciso ficar imóvel para que as imagens fiquem nítidas, e o exame costuma durar de 30 a 45 minutos, um pouco mais quando é necessário avaliar crânio e coluna no mesmo dia. Não há dor nem radiação. Em alguns casos, aplica-se o contraste por via venosa na metade do exame, o que provoca apenas uma leve sensação passageira. Ao final, as imagens são analisadas e o laudo é emitido por um radiologista.
Na Uno Diagnóstico, em Maracanaú, realizamos ressonância magnética do crânio e da coluna com equipamento moderno, imagens de alta resolução e laudos assinados por radiologistas com título de especialista pelo Colégio Brasileiro de Radiologia. Atendemos diversos convênios e particular, com agendamento facilitado de segunda a domingo, das 7h às 22h.
Neste Agosto Laranja, o recado é de atenção e esperança: a esclerose múltipla tem tratamento, e quanto mais cedo o diagnóstico, melhor o controle da doença. Se você convive com sintomas neurológicos que vão e voltam, ou se o seu médico solicitou uma ressonância, não adie. Fale com a nossa equipe pelo WhatsApp e agende seu exame na Uno Diagnóstico — cuidar do sistema nervoso no tempo certo faz toda a diferença.