Levantar o braço para pegar algo na prateleira e sentir uma fisgada. A dor que aperta justo quando você deita para dormir sobre aquele lado. A dificuldade de vestir uma camisa ou de pentear o cabelo. Se você já passou por isso, sabe o quanto uma dor no ombro pode atrapalhar tarefas simples do dia a dia. E não é um problema raro: estima-se que a dor no ombro atinja cerca de 20% dos adultos em algum momento da vida, sendo uma das queixas ortopédicas mais comuns nos consultórios. Na maioria das vezes, a causa está em estruturas que só os exames de imagem conseguem mostrar em detalhe — e é aí que entram o ultrassom e a ressonância magnética.
Por que o ombro dói com tanta frequência
O ombro é a articulação com maior amplitude de movimento do corpo. Essa liberdade toda tem um preço: ele é sustentado principalmente por tecidos moles — tendões, músculos e uma pequena bolsa lubrificante chamada bursa — e não tanto pelos ossos. O grupo de tendões mais importante é o manguito rotador, formado por quatro músculos que envolvem a cabeça do úmero e permitem levantar e girar o braço. Com o uso repetitivo, o envelhecimento, o esforço acima da cabeça ou um trauma, essas estruturas inflamam, desgastam ou até rompem. As causas mais comuns de dor no ombro incluem:
- Tendinite e tendinopatia do manguito rotador (inflamação e desgaste dos tendões)
- Bursite subacromial (inflamação da bursa que amortece o movimento)
- Lesão parcial ou completa do manguito rotador (ruptura de um tendão)
- Síndrome do impacto, quando o tendão é comprimido embaixo do osso acrômio
- Tendinite calcária (depósitos de cálcio no tendão)
- Capsulite adesiva, o chamado "ombro congelado"
- Lesões do lábio glenoidal e da articulação, comuns após luxações
Quando o exame de imagem é indicado?
O diagnóstico começa sempre pela consulta: o médico examina o ombro, testa a força e os movimentos e ouve a história da dor. A partir daí, os exames de imagem entram para confirmar a causa e medir a extensão do problema. O ortopedista costuma solicitar ultrassom ou ressonância nas seguintes situações:
- Dor no ombro que persiste por mais de três a quatro semanas, mesmo com repouso e medicação
- Dificuldade ou fraqueza para levantar o braço acima da cabeça
- Dor que piora à noite e atrapalha o sono, principalmente ao deitar sobre o ombro
- Estalos, travamentos ou sensação de que o ombro "sai do lugar"
- Após quedas, luxações ou traumas esportivos
- Suspeita de ruptura do manguito rotador ou de tendinite calcária
- Planejamento de cirurgia ou acompanhamento de uma lesão já conhecida
Ultrassom ou ressonância: qual é o melhor?
Essa é uma dúvida frequente, e a resposta é: depende do que o médico precisa avaliar. Os dois exames são excelentes e, muitas vezes, complementares.
O ultrassom do ombro é rápido, não usa radiação, tem baixo custo e oferece uma grande vantagem: permite o exame dinâmico. Ou seja, o radiologista pede que você mova o braço enquanto observa os tendões em tempo real, o que ajuda a flagrar o impacto e a avaliar o manguito em movimento. É muito bom para detectar tendinites, bursites, calcificações e boa parte das rupturas dos tendões.
A ressonância magnética, por sua vez, oferece as imagens mais completas e detalhadas de todas as estruturas do ombro ao mesmo tempo — tendões, músculos, cartilagem, o lábio glenoidal, os ligamentos e até o osso por dentro. É o exame preferido quando há suspeita de lesões mais complexas, quando o ultrassom é inconclusivo, no planejamento cirúrgico ou para investigar dor de origem ainda indefinida. Também não usa radiação.
A escolha entre um e outro cabe ao médico, de acordo com a sua suspeita clínica. Não é raro que os dois sejam usados em momentos diferentes da investigação.
Como se preparar?
A boa notícia é que o preparo é simples nos dois casos:
- Ultrassom do ombro: não exige jejum nem preparo especial. Use uma roupa que facilite expor o ombro e o braço
- Ressonância do ombro: em geral também não precisa de jejum. Retire objetos metálicos (relógio, brincos, colar, piercings) e informe a equipe sobre marca-passo, próteses, implantes metálicos, clipes cirúrgicos ou suspeita de gravidez
- Em alguns casos específicos, o médico pode solicitar ressonância com contraste (artrorressonância) para avaliar melhor o lábio glenoidal — nessa situação, siga as orientações passadas no agendamento
- Leve sempre o pedido médico e exames anteriores do ombro, quando houver, para comparação
Como é feito?
No ultrassom, você fica sentado ou deitado enquanto o radiologista aplica um gel e desliza o transdutor sobre o ombro, pedindo que movimente o braço em algumas posições. É indolor e costuma durar de 15 a 20 minutos. Na ressonância, você deita em uma maca que desliza para dentro do aparelho, que emite ruídos durante o funcionamento — por isso usamos protetores auriculares. É preciso ficar imóvel para que as imagens fiquem nítidas, e o exame dura em média de 20 a 40 minutos. Nenhum dos dois dói. Em ambos, o resultado é analisado e o laudo emitido por um radiologista, que deve ser entregue ao médico que solicitou o exame — é ele quem, conhecendo o seu quadro, define o tratamento, que pode ir da fisioterapia e medicação até, em casos selecionados, a cirurgia.
Na Uno Diagnóstico, em Maracanaú, realizamos ultrassonografia do ombro e ressonância magnética do ombro com equipamento moderno, imagens de alta resolução e laudos assinados por radiologistas com título de especialista pelo Colégio Brasileiro de Radiologia. Atendemos diversos convênios e particular, com agendamento facilitado de segunda a domingo, das 7h às 22h.
Se você convive com dor no ombro que não passa, perdeu força para levantar o braço ou o seu médico solicitou um ultrassom ou uma ressonância, não adie a investigação. Quanto antes a causa é identificada, mais simples costuma ser o tratamento. Fale com a gente pelo WhatsApp e agende seu exame na Uno Diagnóstico — voltar a mover o braço sem dor faz toda a diferença no seu dia.