Julho Amarelo em Maracanaú: hepatites virais e o papel do ultrassom no cuidado com o fígado

Silenciosas por anos, as hepatites virais podem levar à cirrose e ao câncer de fígado quando não tratadas. Neste Julho Amarelo, entenda como o ultrassom abdominal ajuda a acompanhar a saúde do fígado e por que o diagnóstico precoce muda tudo.

Julho Amarelo em Maracanaú: hepatites virais e o papel do ultrassom no cuidado com o fígado

Julho é o mês do Julho Amarelo, a campanha nacional de conscientização e combate às hepatites virais. E o motivo de ela existir cabe em uma frase: as hepatites costumam ser silenciosas. Uma pessoa pode conviver anos com o vírus no fígado sem sentir nada — e só descobrir a doença quando ela já causou danos importantes. Segundo o Ministério da Saúde, estima-se que cerca de 520 mil brasileiros tenham hepatite C sem sequer saber, e só em 2023 foram registrados mais de 42 mil novos casos de hepatites virais no país. Detectar cedo e acompanhar o fígado ao longo do tempo é o que separa um problema controlável de uma complicação grave. E os exames de imagem têm um papel importante nesse cuidado.

O que são as hepatites virais?

Hepatite significa inflamação do fígado. Quando essa inflamação é causada por um vírus, falamos em hepatite viral. Existem cinco tipos principais, identificados pelas letras A, B, C, D e E:

  • Hepatites A e E: em geral transmitidas por água e alimentos contaminados, costumam ser agudas e se resolver sozinhas.
  • Hepatites B, C e D: transmitidas principalmente por sangue, relações sexuais desprotegidas e, no caso da B, da mãe para o bebê. São as que mais preocupam, porque podem se tornar crônicas.

As formas crônicas — sobretudo as hepatites B e C — são as mais perigosas justamente por serem silenciosas. Ao longo de anos, a inflamação contínua pode evoluir para fibrose, cirrose e até câncer de fígado (o carcinoma hepatocelular). A boa notícia é que hoje a hepatite C tem cura na grande maioria dos casos, e a hepatite B tem tratamento eficaz para controlar a doença — desde que o diagnóstico seja feito.

Quem deve investigar?

O primeiro passo do diagnóstico é um exame de sangue, muitas vezes disponível gratuitamente no SUS por meio de testes rápidos. Vale procurar avaliação, principalmente, quem:

  • Nunca fez teste para hepatite B e C na vida adulta
  • Recebeu transfusão de sangue antes de 1993
  • Compartilhou ou compartilha objetos que furam ou cortam (agulhas, alicates de unha, lâminas)
  • Fez tatuagem ou piercing sem garantia de material esterilizado
  • Teve relações sexuais sem preservativo com parceiros de situação desconhecida
  • Tem exames de sangue com enzimas do fígado alteradas (TGO/AST e TGP/ALT)
  • Já tem diagnóstico de hepatite crônica e precisa de acompanhamento

Onde entra o ultrassom do fígado?

O diagnóstico da hepatite viral é feito pelo sangue, mas quem tem hepatite crônica precisa acompanhar o fígado ao longo do tempo — e é aí que o ultrassom abdominal se torna um aliado indispensável. Sem radiação, indolor e sem cortes, ele permite ao radiologista observar o tamanho, a textura e o contorno do fígado, além de detectar alterações precoces.

Na prática, o ultrassom ajuda a:

  • Avaliar sinais de inflamação, esteatose (gordura no fígado) e fibrose
  • Identificar sinais de cirrose, como contorno irregular e alterações da textura hepática
  • Rastrear o câncer de fígado em pacientes de risco. As diretrizes médicas internacionais recomendam que pessoas com cirrose ou hepatite B crônica façam ultrassom do fígado a cada seis meses, justamente para detectar nódulos ainda pequenos, quando o tratamento tem mais chance de sucesso
  • Verificar a vesícula, as vias biliares e outros órgãos do abdome, que podem estar envolvidos

Quando um nódulo suspeito aparece no ultrassom, o médico costuma pedir exames complementares mais detalhados, como a tomografia computadorizada ou a ressonância magnética com contraste, que ajudam a caracterizar a lesão. Em alguns casos, pode ser indicada uma biópsia guiada por imagem para confirmar o diagnóstico. Ou seja: o ultrassom é a porta de entrada do acompanhamento, e a tomografia e a ressonância aprofundam quando é preciso.

Como se preparar para o ultrassom abdominal?

O preparo é simples, mas importante para a qualidade das imagens:

  • Jejum de 6 a 8 horas antes do exame (confirme o tempo no agendamento)
  • Evite refrigerantes e alimentos que produzem gases no dia anterior
  • Continue tomando seus medicamentos de uso contínuo, salvo orientação médica em contrário
  • Leve o pedido do exame e resultados anteriores para comparação
  • Beba água conforme a orientação, caso o exame inclua avaliação da bexiga

Como é feito?

Você fica deitado confortavelmente enquanto o radiologista passa um gel e o transdutor sobre a região do abdome. O aparelho emite ondas sonoras que formam as imagens em tempo real na tela. Não dói, não usa radiação e o exame costuma durar de 15 a 20 minutos. Ao final, o resultado é analisado e o laudo emitido pelo radiologista.

Na Uno Diagnóstico, em Maracanaú, realizamos ultrassonografia abdominal, tomografia computadorizada, ressonância magnética e biópsias e punções guiadas por imagem, com laudos assinados por radiologistas com título de especialista pelo Colégio Brasileiro de Radiologia. Atendemos diversos convênios e particular, com agendamento facilitado de segunda a domingo, das 7h às 22h.

Neste Julho Amarelo, o recado é simples: faça o teste das hepatites e, se você já tem uma hepatite crônica, mantenha o acompanhamento do seu fígado em dia. Se o seu médico solicitou um ultrassom abdominal ou outro exame de imagem, fale com a gente pelo WhatsApp e agende na Uno Diagnóstico — cuidar do fígado no tempo certo é cuidar da sua vida.

Conteúdo revisado pela equipe médica da Uno Diagnóstico. Direção Técnica: Dr. Leonardo Alcântara, CRM 10914/RQE 7848.

Este texto tem caráter informativo e não substitui a consulta médica. Somente o seu médico pode indicar o exame adequado ao seu caso.

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