Rastreamento do câncer de pulmão em Maracanaú: como a tomografia de baixa dose pode salvar vidas de fumantes e ex-fumantes

Câncer de pulmão é a principal causa de morte por câncer no Brasil — e a maioria dos casos só é descoberta em fase avançada. A tomografia de tórax de baixa dose muda esse cenário. Entenda quem deve fazer, por que ela é diferente de uma TC comum e como o exame se conecta ao Dia Mundial Sem Tabaco.

Rastreamento do câncer de pulmão em Maracanaú: como a tomografia de baixa dose pode salvar vidas de fumantes e ex-fumantes

Você fuma ou fumou por muitos anos e sente aquela preocupação no fundo da cabeça toda vez que tosse mais forte? Conhece alguém que descobriu um câncer de pulmão "do nada", quando o tratamento já era muito limitado? Essa cena se repete todos os dias no Brasil — e existe um exame simples, rápido e cada vez mais recomendado que pode mudar esse roteiro: a tomografia de tórax de baixa dose para rastreamento de câncer de pulmão.

Em maio, o mundo lembra do Dia Mundial Sem Tabaco, em 31 de maio. A campanha da Organização Mundial da Saúde em 2026 tem como foco expor como a indústria do tabaco e da nicotina continua a reinventar seus produtos para atrair novas gerações, com cigarros eletrônicos e dispositivos saborizados. No mesmo período, o Instituto Nacional de Câncer (INCA) anunciou em abril de 2026 um estudo inédito para implementar o rastreamento de câncer de pulmão no Sistema Único de Saúde. Em outras palavras: o assunto está em alta, e por um bom motivo. Estamos diante de uma das doenças mais letais do país e também de uma das mais subdiagnosticadas precocemente.

Por que rastrear câncer de pulmão é tão importante?

Os números explicam o tamanho do desafio. O câncer de pulmão é a principal causa de morte por câncer no Brasil, com mais de 32 mil óbitos por ano e a estimativa do INCA aponta cerca de 35 mil novos casos anuais entre 2026 e 2028. O problema é que aproximadamente 85% dos diagnósticos acontecem em estágios avançados, quando a sobrevida em cinco anos cai para apenas 5%. Quando o diagnóstico é precoce, esse número se multiplica várias vezes.

E é aí que o exame de imagem certo, na pessoa certa, no momento certo, faz uma diferença real. Estudos internacionais e a posição da Sociedade Brasileira de Radiologia mostram que o rastreamento com tomografia de baixa dose reduz a mortalidade por câncer de pulmão em cerca de 20%, e esse benefício pode chegar a quase 40% quando o paciente também consegue parar de fumar.

O que é a tomografia de tórax de baixa dose?

A tomografia computadorizada de baixa dose, conhecida pela sigla TCBD, é um exame de tórax feito com um protocolo especial que reduz substancialmente a dose de radiação em relação a uma tomografia convencional. Mesmo assim, ela mantém a qualidade necessária para identificar nódulos pulmonares pequenos, muitas vezes em fase inicial e ainda sem sintomas.

Não usa contraste endovenoso para rastreamento, não exige jejum, leva poucos segundos de aquisição e o paciente já volta para casa logo em seguida. Em termos práticos, é tão simples quanto qualquer outra tomografia de tórax — mas com radiação ainda menor, justamente porque é um exame pensado para repetição anual ao longo dos anos.

Quem deve fazer?

O rastreamento não é indicado para todo mundo. Ele é mais eficiente quando direcionado a quem tem maior risco. Segundo o consenso de sociedades brasileiras e internacionais de radiologia e pneumologia, a TC de baixa dose é recomendada para:

  • Pessoas entre 50 e 80 anos
  • Fumantes ativos ou ex-fumantes que pararam há menos de 15 anos
  • Carga tabágica de pelo menos 20 maços-ano (por exemplo: 1 maço por dia durante 20 anos, ou 2 maços por dia durante 10 anos)
  • Sem sintomas que já justifiquem investigação dirigida (porque, com sintomas, a investigação é outra)

Além desses critérios clássicos, alguns pacientes com histórico ocupacional de exposição a sílica, asbesto ou outros agentes carcinogênicos pulmonares também podem se beneficiar — sempre com avaliação médica individualizada.

E quem nunca fumou?

Uma dúvida comum: e quem nunca fumou, deve fazer? A resposta atual é que o rastreamento populacional com TC de baixa dose ainda não está formalmente indicado para não fumantes. Mas isso não significa que sintomas como tosse persistente por mais de três semanas, escarro com sangue, emagrecimento involuntário, falta de ar progressiva ou dor torácica devam ser ignorados — em qualquer pessoa, fumante ou não, esses sinais exigem investigação com seu médico.

Como se preparar?

O preparo é bem simples:

  • Não há necessidade de jejum para a TC de baixa dose de rastreamento
  • Use roupas confortáveis, sem botões metálicos ou peças que cubram o tórax
  • Retire colares, sutiãs com bojo metálico e adesivos da pele do tórax
  • Leve exames anteriores de tórax (radiografias, tomografias) para comparação — isso é especialmente importante para acompanhar a evolução de nódulos
  • Informe se há suspeita de gravidez
  • Traga o pedido médico com a indicação clara de rastreamento

Como é feito?

Você deita em uma maca que desliza pelo anel do tomógrafo. O exame é silencioso, indolor e leva poucos segundos de aquisição efetiva — o tempo total na sala costuma ser inferior a dez minutos. É solicitado que você prenda a respiração por alguns segundos para evitar borramentos. Não há injeção de contraste no protocolo de rastreamento.

E se aparecer um nódulo no exame?

É comum o radiologista identificar pequenos nódulos pulmonares — e a maior parte deles não é câncer. Para padronizar a interpretação e a conduta, usamos uma classificação chamada Lung-RADS, que estratifica cada achado em categorias de risco e indica o intervalo de acompanhamento ou o exame adicional necessário. Nódulos pequenos e de baixo risco geralmente apenas são acompanhados com nova tomografia em alguns meses ou no próximo rastreamento anual. Nódulos com características suspeitas podem demandar investigação complementar, como uma tomografia de seguimento mais próxima, PET-CT ou biópsia guiada por imagem.

O objetivo do Lung-RADS é justamente evitar dois erros: deixar passar lesões importantes e, ao mesmo tempo, não submeter pacientes a procedimentos invasivos por achados inocentes.

O Dia Mundial Sem Tabaco e a melhor decisão para os seus pulmões

Nenhum exame, por melhor que seja, supera o impacto de parar de fumar. A decisão de abandonar o cigarro — incluindo cigarros eletrônicos e dispositivos aquecidos — é, de longe, a medida que mais reduz o risco de câncer de pulmão e de várias outras doenças. O rastreamento por imagem complementa, mas não substitui essa escolha. Se você quer parar, o SUS oferece tratamento gratuito em unidades básicas e centros especializados, e seu médico pode te apoiar no processo.

Na Uno Diagnóstico, em Maracanaú, realizamos tomografia computadorizada multislice, incluindo protocolos de baixa dose para rastreamento e acompanhamento de nódulos pulmonares, com laudos assinados por radiologistas com título de especialista pelo Colégio Brasileiro de Radiologia. Atendemos diversos convênios e particular, com agendamento facilitado de segunda a domingo, das 7h às 22h.

Se você se encaixa nos critérios de rastreamento ou se seu médico solicitou uma tomografia de tórax, agende seu exame pelo WhatsApp. Diagnosticar cedo é o melhor caminho — e o exame que pode fazer essa diferença está aqui, perto de você.

Conteúdo revisado pela equipe médica da Uno Diagnóstico. Direção Técnica: Dr. Leonardo Alcântara, CRM 10914/RQE 7848.

Este texto tem caráter informativo e não substitui a consulta médica. Somente o seu médico pode indicar o exame adequado ao seu caso.

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